
A neblina da manhã cobria o lago como um cobertor branco e gelado. O mundo ainda estava dormindo, mas Davi já estava de pé.
Ele segurava sua vara de pescar pequena, verde-limão, com as duas mãos enluvadas. Ao lado dele, o Pai ajeitava a caixa de iscas. O cheiro era de terra úmida e café quente que saía da garrafa térmica.
— Pai, hoje eu vou pegar um tubarão! — sussurrou Davi, seus olhos brilhando de expectativa.
O Pai sorriu, aquele sorriso de canto de boca que fazia os olhos dele ficarem pequenos. — Um tubarão no lago seria incrível, filho. Mas lembre-se: a pescaria não é só sobre puxar. É sobre esperar.
Eles lançaram as linhas. Ploooft. A boia vermelha de Davi caiu na água escura e ficou lá, boiando, parada.
Um minuto passou. Dois minutos. Cinco minutos.
Para Davi, cinco minutos pareciam cinco anos. Sua perna começou a balançar. Ele coçou o nariz. Ele suspirou alto. — O peixe não vem, Pai. A isca estragou? O lago está vazio?
O Pai colocou a mão grande e quente sobre o ombro inquieto do filho. — Shhh… Olhe, Davi. Não para a boia. Olhe para o mundo.
Davi parou de resmungar e olhou.
Por causa do silêncio, ele viu uma libélula azul pousar na ponta da sua vara. Ele viu uma tartaruga colocar apenas o narizinho para fora da água para respirar. Ele ouviu o vento cantando nas folhas dos pinheiros, um som de shhhhh que ele nunca tinha notado antes.
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De repente, a vara do Pai vergou. Vupt!
— Pegou! — gritou Davi.
O Pai recolheu a linha devagar. A água espirrou. Um peixe prateado, pequeno e valente, saltou. Davi pulou de alegria.
Mas, em vez de colocar o peixe no balde, o Pai tirou o anzol com cuidado, fez um carinho nas escamas frias do peixinho e o devolveu para a água. Tchibum. O peixe foi embora, livre.
Davi ficou de boca aberta. — Pai! Você soltou ele! A gente vai voltar para casa com o balde vazio!
O Pai sentou-se na pedra e puxou Davi para perto. O sol estava nascendo agora, pintando o rosto dos dois de dourado.
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— Filho, o balde pode estar vazio de peixe, mas meu coração está cheio.
— Cheio de quê? — perguntou Davi.
— Cheio desse momento. Se eu estivesse preocupado só em encher o balde, eu não teria visto você sorrir, não teria sentido o sol nascer e não teria conversado com você. Às vezes, o anzol vazio é o que pesca as melhores memórias.
Davi olhou para o balde vazio. Depois olhou para o Pai. Ele encostou a cabeça no braço forte do pai e ficou ali, em silêncio, assistindo a boia vermelha balançar. Eles não levaram jantar para casa naquele dia, mas Davi levou algo muito maior: a certeza de que a melhor parte de pescar não é o peixe, é a companhia.
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