Capítulo 8: Pontes de Açúcar e Coragem
O Rio de Mel continuava borbulhando: Glub, glub, plop! Biscoito tremia tanto que seus bigodes pareciam duas molas descontroladas. Mas a Princesa Mel não ia desistir tão fácil.
Ela levantou a lanterna de vaga-lumes bem alto, iluminando a margem. Foi então que viu algo caído perto de um arbusto de jujubas. Era um bastão gigante de açúcar cristal, comprido o suficiente para chegar até a outra margem!
— Biscoito, vem me ajudar! — chamou Mel, arregaçando as manguinhas do vestido. — Vamos empurrar isso! Um, dois, três e… Hnnnnnng!
O coelhinho correu e empurrou com o bumbum. Ufff! O bastão de açúcar rolou pela margem, fez um barulho alto de vidro raspando — Crrrrrck! — e caiu deitado atravessando o rio. BUM!
Pronto! Eles tinham acabado de construir uma Ponte de Açúcar brilhante!
— Eu vou na frente para testar — disse Mel. Ela pisou no açúcar cristal com cuidado. Trec, trec, trec. Seus sapatinhos faziam um barulhinho crocante a cada passo. Ela abriu os braços para se equilibrar e, rapidinho, chegou do outro lado. — Pode vir, Biscoito! É seguro!
O coelhinho engoliu em seco. Ele colocou uma patinha. Depois a outra. E começou a engatinhar bem devagar, com a barriga quase grudada na ponte. Nhéck… nhéck…
Mas, bem no meio do caminho, uma bolha gigante de mel estourou bem debaixo dele! BLOOP! SPLAT!
Um pingo grosso de mel voou e acertou a patinha de trás de Biscoito. Ele escorregou! — Aaaaaah! Princesaaaa! — gritou o coelhinho, ficando pendurado na ponte apenas pelas duas patinhas da frente.
Mel não pensou duas vezes. Ela deitou na margem, esticou o braço o máximo que pôde e agarrou Biscoito pela gravata borboleta azul. Puxa! Com um tranco forte, ela puxou o amigo para a terra firme. Ploft!
Os dois caíram de costas na grama doce, ofegantes, mas a salvo do outro lado do rio.
Ufa! Essa foi quase! Mas não há tempo para descansar. Um som fininho e musical começa a ecoar pelas árvores. Quem está cantando no meio da noite? Descubra no Capítulo 9!
