Júlia, Théo e o Segredo dos Balões de Luz

5/5 - (3 votos)

 Tudo começou no sótão, aquele lugar da casa que cheirava a madeira antiga e segredos adormecidos.

Júlia segurava a lanterna. O feixe de luz dançava na poeira que flutuava no ar. Atrás dela, Théo segurava a barra da camiseta da irmã com força.

— Tem certeza que está aqui, Ju? — sussurrou Théo.

— A vovó disse que sim. A “Caixa dos Sonhos” — respondeu Júlia, com a certeza de quem lidera uma expedição importante.

No fundo do sótão, debaixo de um lençol velho, eles encontraram. Não era um baú de ouro, mas uma caixa de sapatos forrada com veludo azul. Dentro, não havia joias, apenas um pacote de balões. Mas não eram balões comuns. Eles eram prateados, frios ao toque e pareciam feitos de luz líquida.

— Vamos encher? — perguntou Théo, os olhos brilhando mais que a lanterna.

Júlia pegou um. Théo pegou outro.

Eles sopraram. Mas, estranhamente, não precisaram fazer força. O ar que entrava nos balões não era apenas oxigênio; parecia carregar os desejos deles. A cada sopro, os balões cresciam e mudavam de cor. O de Júlia ficou dourado como o sol da manhã. O de Théo ficou azul como o fundo do mar.

E então, a mágica aconteceu.

Os balões não subiram para o teto. Eles cresceram tanto que ficaram do tamanho de grandes poltronas macias. Cordas de seda apareceram penduradas neles, segurando uma cesta de vime que parecia ter brotado do chão.

— Entre, Théo! — gritou Júlia, puxando o irmão.

Assim que os dois pularam para dentro da cesta, o telhado do sótão não quebrou; ele simplesmente ficou transparente, como se fosse feito de água. Os balões dourado e azul levantaram voo, atravessando o teto fantasma, subindo suavemente para o céu estrelado.

O vento lá em cima não era frio. Era morno e tinha cheiro de baunilha e terra molhada.

— Ju, olha! — Théo apontou para baixo.

A cidade tinha ficado pequena, um tapete de luzinhas piscando. Mas o que surpreendeu os irmãos não foi a altura. Foi o que começou a aparecer ao redor deles.

Nuvens cor-de-rosa se aproximaram. Mas não eram nuvens de chuva. Eram nuvens de memória.

O balão flutuou para dentro de uma delas. De repente, Júlia e Théo não estavam mais no céu. Eles estavam assistindo a uma cena flutuante. Viram a cozinha da casa deles. Viram a mamãe e o papai dançando descalços enquanto faziam panquecas num domingo de manhã. Viram a própria Júlia, ainda bebê, segurando o dedinho do recém-nascido Théo.

— Sou eu e você! — riu Théo, emocionado.

Quer uma história personalizada para seu filho?
Você diz o nome e nós criamos uma aventura inédita onde ele é o herói! 🧚‍♂️

➡️ Encomendar agora

— A gente sempre cuidou um do outro — disse Júlia, sentindo um calorzinho gostoso no peito.

Eles viajaram por várias nuvens. Viram o dia em que adotaram o cachorro, o dia em que fizeram um forte de almofadas na sala, e até o dia em que Théo ralou o joelho e Júlia colocou o curativo de super-herói.

Mas, de repente, uma corrente de ar cinza soprou. O balão balançou forte. Vruuuuum.

Théo se encolheu no fundo da cesta. — Estou com medo, Ju! O balão está murchando!

O balão azul de Théo estava perdendo o brilho. O medo estava apagando a magia. A cesta começou a descer rápido demais. O vento assobiava alto, abafando as memórias felizes.

Júlia sentiu o pânico tentar agarrar sua barriga. Mas ela olhou para o irmãozinho tremendo. Ela sabia que precisava ser a âncora dele.

Júlia segurou as duas mãos de Théo. Ela olhou bem nos olhos dele.

— Théo, escute! O balão voa com amor, não com ar! — gritou ela contra o vento. — Lembre do abraço da mamãe! Lembre de como a gente riu ontem!

— Eu não consigo! — chorou Théo.

— Consegue sim! Feche os olhos e aperte minha mão! Nós somos uma equipe!

Júlia começou a cantarolar a música de ninar que a mãe cantava para eles. Uma melodia suave e doce. Théo, ouvindo a voz firme da irmã, parou de chorar. Ele começou a cantarolar junto, baixinho.

A magia do vínculo deles foi mais forte que o medo.

🧠 Seu filho precisa de ajuda na escola?
Conheça nosso reforço escolar de IA . É 100% Grátis!

➡️ Testar Reforço Escolar Agora

O balão azul parou de murchar. Ele brilhou intensamente, um clarão de safira que afastou o vento cinza. O balão dourado de Júlia reluziu em resposta. A cesta se estabilizou.

Eles desceram suavemente, planando como uma pena, guiados pelas luzes da própria casa. Atravessaram o telhado transparente e pousaram suavemente no chão de madeira do sótão.

Os balões encolheram até virarem duas pequenas bolinhas de gude brilhantes, uma dourada e uma azul.

Júlia e Théo saíram da cesta (que desapareceu em pó de estrelas). Eles se abraçaram forte. Um abraço de quem tinha voado pelo céu e descoberto que a maior aventura do mundo não era viajar para longe, mas sim ter uma família para onde voltar.

Eles desceram as escadas correndo. Encontraram a mãe na sala, lendo um livro.

— Mamãe! — gritaram os dois, pulando no colo dela ao mesmo tempo.

A mãe riu, surpresa com aquele ataque de carinho repentino. — O que foi isso, meus amores?

Júlia piscou para Théo, sentindo a bolinha de gude mágica no bolso. — Nada, mamãe. Só estávamos lembrando o quanto a gente te ama.

E naquela noite, a casa pareceu brilhar um pouco mais forte do que todas as outras da rua, protegida pela magia invisível e poderosa do amor de uma família.

💖 Esta historinha foi criada com muito carinho especialmente para Júlia e Théo
a pedido de Daiana do prado .

Que tal fazer uma surpresa linda como essa para o seu filho também?


✨ Criar uma historinha personalizada agora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copos Personalizados

Copos térmico gravado a laser com o nome do seu filho(a). Clique e conheça!

Rolar para cima