
O ouro gelado apertava as têmporas do Rei Augusto.
Ele caminhava pelos corredores de pedra do castelo, e a cada passo, sentia o peso em sua cabeça. A coroa era magnífica, cheia de rubis vermelhos como sangue e diamantes que brilhavam como gelo. Mas era pesada. Muito pesada.
— Majestade — os guardas faziam reverência quando ele passava.
Augusto tentava acenar, mas seu pescoço doía. Se ele abaixasse a cabeça para olhar nos olhos de alguém, a coroa podia cair. Por isso, ele vivia de queixo erguido, olhando sempre para o teto, longe das pessoas, longe do chão.
Ele saiu para o jardim real em busca de ar fresco. O cheiro de jasmim e terra molhada era convidativo.
Lá embaixo, sentado na grama, estava Bento, o filho do jardineiro. O menino ria sozinho, trançando ramos de trevo e margaridas.
Augusto parou. Bento colocou a guirlanda de flores na cabeça. Ela era torta, murchava rápido e soltava pólen. Mas Bento pulava, corria e dava cambalhotas com ela.
O Rei sentiu uma pontada de inveja. Ele não podia dar cambalhotas.
— Vossa Majestade? — o menino parou, assustado, segurando sua coroa de mato.
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O Rei se aproximou devagar. O metal em sua cabeça parecia pesar uma tonelada sob o sol do meio-dia. Suava e pinicava.
— Essa sua coroa… não pesa? — perguntou o Rei, com a voz rouca.
— Não, senhor. Ela tem cheiro de mel — respondeu Bento, estendendo uma margarida. — Quer experimentar?
O Rei Augusto hesitou. Um rei sem coroa ainda é um rei?
Com as mãos trêmulas, ele levou as mãos à cabeça. Sentiu o metal frio. Levantou a coroa.
O alívio foi imediato. O vento fresco despenteou seus cabelos grisalhos. O sangue voltou a circular em suas orelhas. Ele respirou fundo e, pela primeira vez em anos, conseguiu olhar para baixo. Ele viu as formigas trabalhando, viu o brilho nos olhos do menino e viu a beleza da flor que Bento lhe oferecia.
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Augusto sentou na grama (o que amassou seu manto de veludo, mas ele não ligou). Ele aceitou a margarida e a colocou atrás da orelha.
— Hoje, Bento — disse o Rei, sorrindo um sorriso leve e sem dor —, você me ensinou que a verdadeira realeza não está no ouro que a gente carrega na cabeça, mas na liberdade de poder sentir o vento no rosto.
A coroa de ouro ficou descansando no banco de pedra, enquanto o Rei e o menino observavam as borboletas, ambos coroados apenas pela luz do sol.
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