O Pequeno Sol e a Lua Valente

Lua crescente sorridente e um sol amarelo-alaranjado de rostinho feliz num céu noturno azul cheio de estrelas

O Pequeno Sol espreguiçava os seus raios quentinhos logo cedo, aaah…, fazendo cócegas nas nuvens fofas de algodão. Ele adorava brincar de esconde-esconde, pintando o dia de dourado e aquecendo a bochecha das crianças. Mas, quando o bocejo do fim da tarde chegava, ele ia descansar, dando lugar à noite.

A Lua que Queria um Amigo

Era nessa hora que a Lua Valente aparecia, vestida com o seu manto de prata geladinha. O céu noturno era lindo, bordado de estrelas, mas a Lua sentia um vazio no peito. Ela espiava o Pequeno Sol indo embora no horizonte e suspirava:

— Ai, ai… Se eu pudesse ter um amigo tão brilhante para dividir as minhas aventuras…

Um dia, a vontade de ter um amigo foi maior que o medo.

— Vou fazer uma surpresa! — decidiu ela. Mas as suas pernas tremeram: ela nunca tinha descido do topo do céu.

Plin-Plin-Plin, Coragem!

As estrelas perceberam o medo da amiga e começaram a piscar mais rápido, fazendo um barulhinho de plin-plin-plin.

— Vai, Lua! Você é valente! — sussurraram elas, soprando um pozinho mágico de coragem.

Com o coração aos pulos, tum-tum, tum-tum, a Lua Valente desceu devagarinho até a beirada do mundo, onde o céu mistura o laranja com o roxo. O Pequeno Sol já estava quase fechando os olhos, mas abriu um sorriso enorme e quentinho ao ver aquele brilho suave chegando perto.

— Eu sempre quis chegar pertinho de você — disse a Lua, com voz doce.

— E eu sempre quis ser seu amigo — respondeu o Pequeno Sol, encantado. — Mas achei que o dia e a noite nunca pudessem se tocar.

O Abraço no Céu

Foi então que a mágica aconteceu. Num abraço apertado e raro, os dois se encontraram, e o céu inteiro brilhou: a luz dourada e o prateado dançaram juntinhos. Ali, sentindo o calor um do outro, eles entenderam que a amizade verdadeira não conhece relógio nem distância.

A Lua Valente aprendeu que a coragem aproxima corações. E o Pequeno Sol descobriu que, juntos, o brilho deles ficava ainda mais bonito.

Mesmo quando se separaram para cumprir os seus turnos, o carinho ficou. Agora, o Sol manda calorzinho para a noite da amiga, e a Lua manda sonhos fresquinhos para o descanso dele. E todas as crianças dormem tranquilas, sabendo que a amizade é um laço invisível que une a gente, não importa a distância.


Moral da história: um pouquinho de coragem é o primeiro passo para chegar perto de quem a gente gosta.

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