Léo e o Mistério do Relógio de Areia Negra cap 01

Léo e o Mistério do Relógio de Areia Negra

Você já desejou que o tempo parasse para você aproveitar mais um minuto de brincadeira? Para o pequeno Léo, esse desejo se torna um perigoso pesadelo. Ao encontrar um antigo relógio de areia com um brilho negro e sinistro no sótão de seu bisavô relojoeiro, Léo descobre que pode paralisar o mundo inteiro. Mas o que ele não sabia é que, quando o tempo para, coisas que não deveriam estar acordadas começam a se mover nas sombras. Agora, Léo precisa correr contra os segundos para devolver o ritmo ao mundo antes que o tempo se quebre para sempre.

“Um mistério eletrizante onde cada segundo pode ser o último!”

Completo em 21 capítulos

Capítulo 1: O Objeto Que Não Deveria Existir

Para a maioria das crianças, a tarde de sexta-feira era feita para jogar bola ou andar de bicicleta. Mas para Léo, um menino curioso de dez anos que vivia com o cabelo despenteado e os bolsos cheios de parafusos, a verdadeira diversão estava escondida no sótão de sua casa.

O sótão era o antigo ateliê do seu bisavô, o Senhor Bartolomeu, que havia sido o maior relojoeiro de toda a cidade. O lugar cheirava a madeira velha e cera, e estava lotado de relógios de todos os tamanhos: relógios de cuco, relógios de bolso e grandes relógios de pêndulo que faziam um barulho constante: Tic-tac… tic-tac…

Léo adorava desmontar coisas para ver como funcionavam. Naquela tarde chuvosa, ele estava tentando alcançar uma engrenagem brilhante atrás de uma estante pesada, quando tropeçou e bateu o ombro em um painel de madeira na parede: Ploc!

Para a surpresa de Léo, o painel não era maciço. Ele afundou um pouquinho e deslizou para o lado, revelando um esconderijo secreto escuro e empoeirado. O coração do menino bateu mais rápido. Ele pegou sua lanterna de bolso e iluminou o buraco.

Lá dentro, descansava uma pequena caixa de madeira escura com detalhes em ouro. Sem pensar duas vezes, Léo a puxou para fora e abriu a pequena trava de metal: Click.

Acomodado em uma almofada de veludo vermelho, havia um Relógio de Areia. Mas ele era diferente de qualquer ampulheta comum. O vidro era de um cristal grosso e levemente azulado. O suporte ao redor do vidro era feito de um metal que parecia ouro envelhecido, esculpido com desenhos de estrelas e luas.

Mas o mais estranho não era o suporte. Era o que estava dentro do vidro.

Em vez daquela areia branquinha e fina, o relógio estava cheio de uma areia completamente negra, que brilhava fraquinho como se milhares de mini-estrelas estivessem presas ali dentro. E o mais maluco de tudo? A areia negra não estava caindo para baixo. Ela estava parada, flutuando no meio do vidro, desafiando a gravidade.

— Léo! O lanche está pronto! — a voz de sua mãe ecoou das escadas, quebrando o silêncio do sótão.

Léo deu um pulo de susto. Com as mãos tremendo um pouquinho, ele fechou a caixa, mas tirou o relógio mágico de lá e o escondeu rapidamente dentro do bolso grande de seu moletom. Quando o cristal tocou o tecido, o menino jurou ter ouvido um som diferente, não um tic-tac comum, mas um zumbido baixinho: Zzzzummm…

Léo encontrou o maior segredo de seu bisavô! O que acontecerá quando ele decidir brincar com a misteriosa areia negra flutuante? A mágica começa no Capítulo 2!

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