A Corujinha que Tinha Medo do Escuro

Mamãe Coruja apontando para a lua cheia sorridente ao lado da corujinha Olívia, de óculos de sol rosa na cabeça, num galho cercado de vagalumes sob o céu estrelado

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Olívia não era uma coruja comum. Na floresta, todas as corujas dormiam de dia e ficavam acordadas à noite, cantando para a lua: uh-uh, uh-uuuh! Mas Olívia fazia tudo ao contrário. Usava uns óculos de sol cor-de-rosa, pequenininhos, para brincar de dia e, quando o sol ia embora, corria para se esconder debaixo das asas da mamãe.

É que Olívia tinha um segredo. Um segredo bem grande para uma corujinha tão pequena: ela tinha medo do escuro!

— O escuro é um cobertor preto gigante que esconde todas as cores — dizia ela, tremendo o biquinho.

A Festa no Céu

A Mamãe Coruja sabia que precisava ajudar a sua filhote. Numa noite bem quentinha, ela não deixou Olívia fechar os olhos.

— Venha comigo, minha pequena. O escuro não esconde as coisas. Ele só acende uma magia diferente.

Olívia segurou firme numa pena da mamãe, e as duas voaram, flap, flap, flap, até o galho mais alto do carvalho velho. Quando Olívia abriu os olhos, devagarzinho, um de cada vez, soltou um suspiro: uaaau…

Os Vagalumes e a Lua

O céu não era um cobertor preto coisa nenhuma! Estava salpicado de pontinhos brilhantes. Milhões de estrelas piscavam, como se estivessem dando piscadinhas só para ela.

De repente, luzinhas amarelas começaram a dançar em volta das duas. Pisca, pisca, pisca. Eram os vagalumes! Eles fizeram uma roda iluminada em volta de Olívia e tocaram uma música suave com as asinhas: zzzzum, zzzzum.

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— Viu só? — sussurrou a Mamãe. — Se o céu estivesse claro, a gente nunca ia ver as estrelas e os vagalumes brincando.

Lá no meio de tudo, uma Lua enorme e redonda sorria para a floresta, feito um abajur gigante aceso só para os bichos da noite. Olívia estufou o peitinho de penas. O medo tinha ido embora, voando para bem longe.

Naquela noite, pela primeira vez, Olívia cantou para a lua junto com as outras corujas: uh-uh, uh-uuuh! E descobriu que o escuro não era assustador. Era só o palco onde a luz brinca de esconde-esconde.


Moral da história: às vezes, o que dá medo só precisa ser olhado de outro jeito, de preferência com alguém que a gente ama do lado.

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