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Pingo era um pinguim bem pequenininho. Era gordinho e usava um casaco de penas pretas e brancas que não tirava nunca. Morava lá no Polo Sul, onde o chão era branco e o mar era muito azul. Brrr… Que friozinho gostoso!
Todos os amigos do Pingo adoravam pular na água. Corriam pela neve e pulavam: tchibum! tchibum! A água espirrava para todo lado, e eles riam muito.
A Água Assustadora
Mas Pingo ficava sentadinho na beirada do gelo. Olhava para a água funda e tremia as asinhas. Ele tinha um segredo: morria de medo do banho gelado.
— É muito molhado e muito frio! — dizia ele, batendo o bico: trec, trec, trec.
Pingo colocou só a pontinha do pé na água.
— Uuuui! Congelou! — E puxou o pé bem rápido, abraçando a própria barriga.
A Ideia do Papai
De repente, o Papai Pinguim apareceu. Mas ele não veio andando, não: veio escorregando de barriga pela montanha de neve! Vroooosh!
O Papai parou bem pertinho do Pingo, espalhando poeira de neve para todo lado, e deu uma risada.
— A água é gelada, filho, mas nadar esquenta a gente! Vamos brincar de foguete?
O Papai explicou que os pinguins têm a barriga lisa e escorregadia, perfeita para brincar. Pingo ficou curioso. Deitou na neve fofinha de barriga para baixo e bateu as asinhas no chão, igualzinho o papai ensinou.
O Foguete do Mar
— Um… dois… três e… foguete! — gritou o Papai.
Pingo empurrou a neve com o pé e começou a escorregar: ssssss… A neve fazia cosquinha na barriga dele. Ele estava indo muito rápido! Vupt! Voou da beirada do gelo e… TCHIBUM!
Pingo caiu direto na água azul. E adivinha? Não estava tão frio assim! Quando ele começou a mexer as perninhas, ficou superquentinho.
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Nadou rápido feito um peixinho, deu um pulo alto para fora da água e gritou:
— Papai, olha para mim! Eu sou um foguete do mar!
Os amigos bateram palmas, plá, plá, plá, e Pingo descobriu que, às vezes, o medo derrete rapidinho quando a gente decide escorregar na diversão.
Moral da história: com alguém que a gente ama do lado, até o que dá medo pode virar brincadeira.





