
Dino era um dinossauro verde brilhante, e muito, muito grande. Era tão alto que, quando esticava o pescoço, enxergava por cima das copas das árvores mais velhas da floresta!
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Mas havia um detalhe: quando Dino andava, o chão não só balançava, ele parecia ganhar vida. O barulho ecoava pelo vale inteiro: BUM… BUM… BUM…
O Gigante que Fazia o Chão Tremer
Os bichinhos da floresta morriam de medo. Assim que sentiam o primeiro tremor, corriam para se esconder. O coelho disparava feito flecha: vupt! A tartaruga recolhia as patinhas para dentro do casco num instante: nhec!
— Socorro! O gigante vem aí! — gritavam eles, sumindo entre as folhas e os buracos.
Dino parava, olhava para os lados e sentia um aperto no peito. Sentou-se pesadamente no chão, plofte!, e soltou um suspiro que levantou uma nuvem de poeira.
— Eu não sou um monstro bravo — disse ele, com a sua voz de trovão bem baixinho. — Eu só queria alguém para brincar.
Uma Canção na Ponta dos Pés
De repente, Dino ouviu um som delicado vindo de um galho: piu-piu… piu-piu… Era um passarinho cantando uma melodia alegre, sem nenhum medo do tamanho do dinossauro. Dino adorou aquela música! O rabo comprido começou a balançar de um lado para o outro, swish, swish, e o pé enorme começou a marcar o ritmo: tum… tum…
Dino se levantou com cuidado. Desta vez, ele não queria assustar ninguém. Queria mostrar o que sentia. Queria dançar! E, com um pulo desajeitado e cheio de alegria, inventou o seu próprio passinho: BUM-CHÁ! BUM-CHÁ!
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A Floresta da Alegria
Curiosos, os bichinhos começaram a espiar por trás das árvores. E viram a cena mais engraçada do mundo: Dino sorrindo de orelha a orelha, girando e batendo palminhas com os bracinhos curtos.
A tartaruga pôs a cabeça para fora do casco e deu risada. O coelho voltou pulando, boing, boing, percebendo que Dino era grandão, mas tinha um coração do tamanho de um balão de festa. Logo, ninguém mais estava escondido.
Todo mundo começou a pular e dançar junto com o gigante verde. Naquela tarde a floresta inteira tremeu, mas não era de medo: era de pura alegria e amizade!
Moral da história: não dá para conhecer alguém pelo tamanho; é preciso chegar perto para ver o coração.





