Aos onze anos, Maya é curiosa e atenta. Ela perdeu algo muito valioso: a bússola dourada que pertenceu ao seu avô. Enquanto a procurava, descobriu uma passagem secreta atrás de uma prateleira em uma livraria antiga.
A passagem leva a ‘Chronopolis’, a Cidade dos Esquecidos. É uma dimensão paralela e fantástica construída inteiramente com coisas perdidas na Terra.
A missão de Maya é encontrar a bússola do avô antes dos ‘Shadow Collectors’ (Coletores de Sombras), criaturas misteriosas que querem usar o objeto para navegar entre as dimensões e roubar memórias importantes. Ela tem pouco tempo antes que a entrada Chronopolis se feche para sempre!

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Capítulo 1: O Que a Bússola Mostra?
O cheiro de papel antigo e baunilha sempre foi o favorito de Maya. Naquela tarde de terça-feira, a livraria “O Fio da Meada” parecia mais silenciosa do que o normal. Maya deslizava os dedos pelas lombadas gastas de couro, procurando algo que nem ela mesma sabia o que era.
Desde que seu avô partira, Maya carregava no bolso o único objeto que ele lhe deixara: uma bússola dourada, pesada e cheia de entalhes que pareciam estrelas. O problema? O ponteiro nunca apontava para o Norte. Ele girava preguiçosamente, como se estivesse procurando um caminho que não existia no mapa.
Ao chegar na última estante do corredor de história, Maya sentiu uma corrente de ar frio. Vinha de trás de uma prateleira de madeira escura. Ela empurrou um exemplar pesado sobre navegação e, para sua surpresa, a prateleira rangeu e cedeu alguns centímetros.
Com o coração acelerado, ela usou as duas mãos para empurrar. Atrás dos livros, não havia uma parede de tijolos, mas uma fenda de luz azulada e vibrante. Maya hesitou por apenas um segundo antes de atravessar.
O mundo do outro lado não tinha sol. O céu era um gradiente profundo de roxo e violeta, iluminado por duas luas prateadas. Diante dela, estendia-se uma cidade impossível. Torres feitas de livros gigantes, pontes construídas com milhares de chaves e objetos que Maya reconhecia de suas próprias gavetas perdidas flutuavam suavemente pelo ar.
— Onde eu estou? — ela sussurrou para o silêncio.
De repente, a bússola em seu bolso começou a queimar. Maya a tirou rapidamente. O objeto não estava mais girando ao léu. O ponteiro agora brilhava com uma luz incandescente, apontando firmemente para o centro daquela cidade flutuante: Chronopolis.
Pela primeira vez em meses, a bússola tinha um destino. E Maya sabia que, se quisesse entender os segredos de seu avô, teria que seguir aquela luz, mesmo que o caminho fosse feito de chaves enferrujadas e memórias esquecidas.
Maya acaba de entrar em um mundo onde tudo o que é perdido vai parar. Mas como atravessar uma cidade feita de objetos flutuantes sem cair no vazio? O primeiro desafio aguarda no Capítulo 2!
