
O Bode Barnabé e o Pé de Juazeiro
Lá no meio do cercado
Onde a vida é um prazer
Morava o bode Barnabé
Sempre pronto pra correr
Com sua barba de profeta
E um chifre de morder.
Ele dava cada pulo
Que o povo até se espantava
Subia em cima da cerca
E por lá ele ficava
Olhando o mundo do alto
Enquanto o rabo balançava.
Um dia o tal Barnabé
Viu um doce no caminho
Uma fruta bem madura
Lá no alto, no galhinho
Do pé de juazeiro
Que vigia o vizinho.
Ele tentou um salto alto
Mas a pata escorregou
Caiu sentado no barro
E o povo todo se alegrou
O bode, muito sem graça,
Uma rima então soltou.
“Se eu caí, não tem problema!”
“Pois a terra é o meu chão”
“O tombo ensina a gente”
“A prestar mais atenção”
“Vou tentar mais uma vez”
“Com mais calma e precisão.”
E assim o nosso Barnabé
Conseguiu enfim chegar
Comeu a fruta bem doce
E se pôs a descansar
Mostrando que a teimosia
Ajuda a gente a conquistar!
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