
A Coruja Sabichona
Lá no galho da quixabeira
Dona Bina se sentou
Com o seu olho bem grande
Tudo ela observou
Pois quem muito fica mudo
Mais saber já acumulou.
O coelho vinha vindo
Correndo sem descansar
Falando pelos cotovelos
Sem um minuto parar
Quase caiu num buraco
De tanto só tagarelar.
Bina deu um pio baixo:
“Escute aqui, meu rapaz,
Se você calar a boca
Vai ver o que o mundo faz
Pois o som da natureza
É o que nos traz a paz.”
O coelho, assustado,
Tratou logo de ouvir
Ouviu o canto do vento
E a folha a se sacudir
Descobriu que o silêncio
Também sabe nos divertir.
A coruja abriu a asa
E deu um voo macio
Mostrou que sabedoria
Não precisa de alarde ou brio
É feito o curso das águas
Que correm dentro do rio.
Criança, guarde essa lição
No seu peito e na memória:
Quem sabe ouvir o amigo
Escreve uma linda história
Pois o respeito ao outro
É a nossa maior vitória!
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